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David Guetta - Rock in Rio 2013

avid Guetta fez nesta sexta-feira (13) a primeira apresentação de um DJ no Palco Mundo na história do festival no Brasil. Já no início, disse que ele e o público iriam transformar o show na "maior balada do mundo". A apresentação que começou às 22h15 e durou 1h15 foi aberta e encerrada com a mesma música, "Play hard".

O festival virou balada, mas não só pelo expediente de DJ. Guetta também foi animador de plateia, usando o microfone para elogiar o público e o Brasil. Valeu usar estratégias de líderes de bandas pop, como pedir a cada lado do público cantar mais alto, fazer coraçãozinho com as mãos, subir na mesa de som e levantar as mãos quase o tempo todo.

O ambiente de boate também incluiu certa dispersão, com muitas pessoas de costas para o palco e conversando durante o show, principalmente na metade final. Mas a maioria esteve animada.

Guetta fez até contagem regressiva no meio do show, como em um Réveillon fora de época. Outra estratégia foi lançar mão de remixes de hits diversos. Teve "Song 2", do Blur, "I love it", do Icona Pop, "Locked out of heaven", de Bruno Mars e até a voz de uma atração do festival: "Holy grail", de Justin Timberlake e Jay Z, lançada no álbum mais recente do rapper.

Ele também lembrou o Queen, com breves sessões de palmas de "We will rock you". Outra apropriação foi de "Wake me up", de Avicii, maior hit atual da música eletrônica.

Recorrer a tantos sucessos de terceiros nem era tão necessário, já que as canções de seus próprios discos foram bem recebidas. "Titanium" foi a mais cantada. "Play hard", na abertura - repetida no fim -, e "Without you", no encerramento, ficaram pouco atrás.

A estreia eletrônica no Palco Mundo funcionou, mas daria mais moral a Guetta se o músico confiasse mais nos frutos da própria lavra.

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Justin Timberlake - Rock in Rio 2013

Sem muita conversa e com performance de artista completo, Justin Timberlake fechou a terceira noite do Rock in Rio, neste domingo (15). O final foi arrebatador, com os hits "Mirrors" e "Sexy back". Ao encerrar, ele imitou o famoso movimento do ídolo Michael Jackson, com a mão entre as pernas e quadril para a frente. Logo antes, ele fez cover de "Shake your body", composta por Michael.

Justin pediu ao público "dois dedos para cima para o rei do pop". O momento foi lembrado pelo cantor no Instagram logo depois do show (veja abaixo). "Inesquecível", ele escreveu.

O show começou à 0h40 e durou uma hora e quarenta. O início aconteceu 35 minutos após o horário marcado, seguindo o atraso de Alicia Keys na apresentação anterior. Ela demorou a entrar no palco por ter problema com o alisamento do cabelo.

Em 2001, Timberlake cantou no Rock in Rio com a boy band 'N Sync. Ele não chegou a ser vaiado, como a então namorada Britney Spears, que cantou antes dele. Mas o show com playback da "noite teen" não tinha muito respeito da crítica. Doze anos e três discos solo de sucesso depois, ele voltou cheio de moral.

Enquanto outros shows do Palco Mundo foram cheios de poses com bandeira do Brasil, toque de mão com fãs no corredor e outras firulas para ganhar os fãs, Justin focou na música e em sua ótima banda.

Nos poucos momentos em que parou para conversar com o público, com o violão na mão em "What goes around... Comes around", Justin disse que o Rio era "a melhor cidade do mundo" e a "cidade do amor".

O grupo, que ele chama de Tennessee Kids, fez o som ficar um pouco mais longe do eletrônico e do hip hop e mais perto do soul, funk e r&b.

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The Offspring - Rock in Rio 2013

O Offspring foi uma banda grande demais para o espaço e a potência do som reduzidos do Palco Sunset do Rock in Rio, onde tocou neste sábado (14). O público cantou hits de punk pop dos anos 90 como "All I want" e "Come out and play". Mas um dos maiores coros foi de "Aumenta! Aumenta!", para os responsáveis pelo som.

Mais perto do palco, onde o som era um pouco mais potente, houve empurra-empurra entre os que queriam abrir rodas de mosh. O espaço era pouco para isso. O show começou às 19h35 e durou uma hora.

Quando Dexter anunciou que ia tocar "uma nova", dava para ouvir fãs reclamando. Por outro lado, era difícil escutar a banda tocar a faixa-título de "Days go by", que não causou nenhuma comoção.

O que segurou o show foi o apreço dos presentes ao repertório da década de 90. O coro de "Why don't you get a job" (muito mais alto do que a banda a uma distância média do palco) foi um bom momento.

Riffs e solos do Offspring eram reforçados no gogó pelos fãs. O "ô ô ô" da marcante linha de "Kids aren't alright" foi um exemplo da ajuda. O show, que começou incendiado pelos gritos de "Ya ya ya" de "All I want" teve altos e baixos, em proporção direta com a idade de cada música.

Marky Ramone

No fim do show, quando uma parte do público já tinha ido ver o 30 Seconds to Mars no Palco Mundo, a banda voltou e chamou o baterista Marky Ramone para tocar "California sun", do repertório dos Ramones e "R.A.M.O.N.E.S", do Motörhead. O Offspring ainda tocou sua "Self esteem", quando os entusiastas das rodas de mosh se esbaldaram com o espaço maior.

Uma conversa na plateia, com sotaque e ironia carioca, resume o show do Offspring para os presentes no Rock in Rio: "Esse show está legal, mas alguém me empresta o controle remoto para aumentar o volume?".

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30 Seconds to Mars - Rock in Rio 2013

Jared já é citado em rumores sobre indicação a Ator Coadjuvante no Oscar, após a estreia de "Dallas Buyers Club" no Festival de Toronto. "Esse filme teve as respostas mais incríveis entre tudo o que fiz na vida. Ficaria muito empolgado em ser indicado. Já estou empolgado", ele diz.

Se a performance de Jared como travesti tocou o coração de críticos, o som do 30 Seconds to Mars não tem o mesmo resultado. "Lust, love, faith and dreams" teve nota média no Metacritic, que compila avaliações da imprensa.

Sobre o primeiro disco da banda, de 2002, a "Rolling Stone" dos EUA disse: "O álbum é estragado pela poesia desconcertante e pretensiosa de Leto".

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Florence and The Machine - Rock in Rio 2013



A voz potente e o jeito teatral de Florence Welch comoveram grande parte do público no Palco Mundo neste sábado (14) no Rock in Rio. Correndo descalça com vestido ao vento, como se quisesse encarnar a "deusa, louca e feiticeira" da letra de Rick & Renner, Florence foi muito aplaudida.
O repertório de baladas superproduzidas do Florence and the Machine, dividido entre os discos "Lungs" (2009) e "Cerimonials" (2011), teve o auge esperado em "Dog days are over", no final. A fórmula dos inícios calmos e climáticos, que crescem com percussão forte e arroubos vocais, funcionou ao vivo. O show começou às 21h15 e durou uma hora e dez minutos.
Do vestido esvoaçante aos gestos, tudo é feito para criar um clima meio sobrenatural. Florence abre os braços e move as mãos trêmulas em direção ao público como se estivesse possuída ou lançasse passes de magia. Vira os olhos para cima e contorce o corpo, fingindo que está prestes a ser abduzida.
Ainda no início do show, o público ensaia um "Florence eu te amo". Ela coloca a mão no coração, fecha os olhos e treme o corpo junto das batidas de tambor, tal qual uma mãe de santo. Também corre de um lado ao outro do palco durante quase todo o show.
O som etéreo e as pausas para criar uma suposta tensão não agradam a todos. Antes da longa introdução de "You got the love", o telão mostra um garoto na plateia bocejando ao fundo. A reportagem flagrou outra boca aberta minutos depois. Mas a maioria se rende aos poderes de Florence. No meio desta música, alguns fãs soltam balões vermelhos ao ar.
Antes de "Raise it up", ela pede "sacrifícios humanos" ao público. A descrição exagerada dela era, no fim das contas, para que namorados carregassem garotas nas costas. No fim desta música, Florence desce e corre no corredor do meio da plateia. Ganhou duas coroas de flores e uma bandeira do Brasil.
Os teclados de "Shake it out" e a decoração do palco criam clima de culto religioso. O refrão em tom alto deram impressão de sessão de exorcismo - no bom sentido, para o público satisfeito no final.

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Beyoncé - Rock in Rio 2013

Beyoncé encerrou a noite de sexta-feira (13) no Palco Mundo do Rock in Rio com uma megaprodução pop de roteiro muito bem definido e irretocável. O espaço para improvisos é quase inexistente durante a uma hora e meia de show, mas a cantora norte-americana, perto do final, fez uma homenagem surpresa ao Rio ao encarnar uma funkeira em cima do palco e citar um trecho de "Ah lelek lek lek lek lek". O espetáculo lança mão de vídeos superproduzidos no telão, que dão clima de "clipe ao vivo" e muitas trocas de figurinos, todos ressaltando as poses e os movimento sensuais da cantora. É parte da The Mrs. Carter Show World Tour - uma referência ao marido Shawn Carter, o rapper Jay-Z - iniciada oficialmente em abril na Sérvia e com bilheteria de dezenas de milhões de dólares até agora.

Beyoncé - Rock in Rio 2013  AQUI

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